"As informações recentes dando conta do meu falecimento são altamente exageradas"
Steve Jobs, citando Mark Twain, após nota falsa de sua morte
03/10/2007 20:37
Balanço ético
O iG reuniu ontem seus jornalistas e colaboradores da área de Conteúdo em São Paulo para uma conversa sobre ética, conduzida por Caio Túlio Costa, diretor-presidente e jornalista.
Foi uma ação muito positiva, que vai servir como um suporte aos jornalistas em suas múltiplas decisões editoriais. Ajuda a criar critérios comuns para nivelar os conceitos e buscar argumentos para justificar ações jornalísticas. Mas deve ser também um sinal para todos os que produzem o conteúdo do iG, no sentido de praticar o respeito à ética e de tornar mais transparentes os seus julgamentos.
Investir na formação dos jornalistas, acreditar em seu contínuo aperfeiçoamento, é uma forma de influenciar a qualidade do trabalho que chega aos leitores. Isso é o que importa.
Na palestra, os profissionais puderam ter acesso a uma apresentação sobre ética e moral. Foram abordadas as diferenças e influências entre esses dois campos. Houve votações e até um debate sobre temas polêmicos, como o uso de gravações com câmara escondida e recurso à mentira para obtenção de informações, por exemplo. As opiniões foram sempre divididas e o debate chegou até a empolgar. É evidente a avidez dos profissionais do iG por atividades intelectuais enriquecedoras e também por uma convivência mais instigante. Essa não foi a primeira nem a última das iniciativas do programa de palestras organizado pela equipe de Conteúdo do iG.
Quanto ao tema da ética, é importante que essa discussão avance sempre e torne-se mais concreta. Os conceitos teóricos devem ser adotados na prática. O iG como um todo, e cada profissional em particular, deve encarar as razões éticas e os valores morais que justificam seus procedimentos. A ética colocada de lado nem deve ser relativizada por razões de audiência, concorrência ou mercado.
O esforço pela prática de valores éticos tem que ser adotado desde os mais altos níveis hierárquicos até a base da estrutura funcional. É preciso fortalecer, portanto, uma cultura de qualidade, cuja essência maior deve ser a excelência do conteúdo que chega ao cliente. Tem que estar baseada na veracidade, na diversidade, na imparcialidade e no equilíbrio. Como sugeriu o próprio diretor-presidente, é preciso sempre separar o joio do trigo e jamais ficar com o joio.
A preocupação ética deve estar presente em cada detalhe, desde a redação das manchetes, títulos, subtítulos até os temas e fotos escolhidos para todas as capas do portal. A ética deve estar no comando quando se decide que tipo de estímulo o iG vai oferecer ao seu visitante, que aparência exibir e que preço ético pagar pela audiência.
enviada por Mario Vitor Santos
Feed: Seja avisado quando este blog for atualizado :: (O que é isso?)