"Interatividade e imagem são marcantes, mas não imitem na internet o que vocês vêem na TV. Multimídia não é TV"
De Randy Covington, no Congresso Brasileiro de Jornais

04/10/2007 12:20

Batida na F-1

Bastava acreditar no título da primeira página de hoje e a manchete da capa de Esportes para dar de cara com uma notícia surpreendente para os fãs de esporte. Um vídeo feito por um amador, e já colocado no ar dentro do You Tube, parece ter captado o momento em que o piloto inglês Lewis Hamiltom, da McLaren, vencedor do Grande Prêmio do Japão no domingo passado, freia exageradamente, quando o safety car ainda estava na pista, causando um inesperado e até agora inexplicado choque entre dois outros pilotos.



O registro é único e está sendo avaliado pela Federação Internacional de Automobilismo, que pode até tirar os pontos de Hamilton, que acabou vencendo a corrida, ou puni-lo na próxima corrida, em Xangai. Tudo isso o iG publicava mais ou menos bem explicadinho, pelas palavras do parceiro jornalista Flavio Gomes em seu blog.
O resumo da história é o seguinte: um vídeo amador furou a imprensa internacional e as próprias câmaras encarregadas de esquadrinhar toda a pista para a organização da Fórmula 1 e para gerar as imagens da transmissão ao vivo. Todo o aparato não captou as circunstâncias que levaram à batida.
Talvez por sorte, um solitário amador flagrou a cena, e logo a exibiu no You Tube. Segundo o iG, bastava clicar na seta para assistir as imagens. Quem fizesse isso hoje de manhã recebia de volta a mensagem “This vídeo is no longer available” (Este vídeo não está mais disponível).
É ruim, mas acontece. As coisas nem sempre funcionam na internet. O problema é que há duas horas o iG destaca a notícia em suas capas externa (inicialmente) e interna (de esportes). Cada um que clica ali se depara com a mesma mensagem. Não há mais vídeo no local. Mas o iG continua exibindo a mesma mensagem , conduzindo o curioso leitor a um beco.
O vídeo aparentemente existe, mas não está acessível, apesar de o íG dizer que está. A internet trouxe muitas dificuldades, mas também multiplicou as chances de erro, pois tornou informações e serviços dependentes.de terceiros. Não basta publicar. É preciso conferir se funciona.
Depois de 12h15, o vídeo voltou a rodar.



enviada por Mario Vitor Santos






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