"Antes, pensava que nem valia a pena responder rumores absurdos. Hoje é preciso reagir contra todos os boatos"
Do estrategista republicano Todd Harris, no site BlueBus
08/10/2007 15:41
O iG revela os seus cuidados
A editora-chefe do Último Segundo, Mariana Castro, esclarece os critérios usados na publicação do vídeo do operário que caiu de uma altura de dez andares, após ter sido eletrocutado. O assunto foi abordado na sexta-feira na nota "Queda". Leia, abaixo, a mensagem da editora.
"Caro Mario,
No vídeo do operário não há morte, sangue ou expressão de dor. As imagens são fortes, mas não estão totalmente nítidas e por isso o impacto é menor."
"Essas características foram consideradas na hora de publicar o material da BandNews, sem edição do vídeo."
"Normalmente os leitores são avisados de cenas fortes quando o conteúdo traz imagens chocantes de violência, de morte. Ou ainda em casos de procedimentos médicos, cujas imagens podem impressionar os internautas."
"Depois da publicação do vídeo do operário, a redação alterou a legenda destacada na capa para alertar o usuário sobre as Cenas fortes. Além disso, vamos inserir um verbete no Manual de Redação que deixe explícita a política do Último Segundo para divulgação de imagens chocantes."
"Para comparação, o Último Segundo publicou a imagem do fotógrafo morto em protesto em Mianmá na primeira página do iG (segunda foto) Duas pessoas são feridas pelos tiros de soldados em protestos em Mianmá. Mas não divulgou na home, apenas dentro de uma nota, a foto do corpo do monge boiando no rio, também em Mianmá Chefe da junta militar de Mianmar aceita se reunir com enviado da ONU"
"Além da relevância jornalística das cenas, também foi levada em consideração a questão estética. A foto do corpo estava fechada, próxima, diferentemente da imagem do fotógrafo. Abraços"
Mariana Castro
enviada por Mario Vitor Santos
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