"Interatividade e imagem são marcantes, mas não imitem na internet o que vocês vêem na TV. Multimídia não é TV"
De Randy Covington, no Congresso Brasileiro de Jornais

31/10/2007 19:24

Sem voz própria

Se vale a pena falar de jornalismo no caso envolvendo o padre Julio Lancellotti, um exame do noticiário revela a ausência de repórteres do iG nessa cobertura. O portal já publicou 22 reportagens sobre o assunto no Último Segundo, que é uma espécie de jornal do portal. Apenas um dos textos (“Quadrilha é acusada de extorquir padre Julio Lancellotti em São Paulo”, do dia 16 de outubro) parece trazer informações obtidas originalmente pelo próprio iG (embora isso não seja esclarecido no texto, produzido no Rio de Janeiro). Ou seja, não propriamente uma equipe de reportagem do iG, conduzindo investigações sob a orientação dos editores do iG, a partir das prioridades que o portal tenha achado valer a pena investigar.

Não há nada contra usar material de terceiros, todos os veículos fazem isso o tempo todo. O que faz falta é encontrar a voz própria do iG em meio ao noticiário, de qualidade técnica em geral baixa. E quanto ao caso em si, como se pode avaliar a cobertura que vem sendo feita? A sugestão é aguardar um pouco mais, para avaliar a atitude da mídia (e do iG, portanto) com mais informações sobre a mesa. Fatos e versões não cessam de surgir.

enviada por Mario Vitor Santos






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