"Interatividade e imagem são marcantes, mas não imitem na internet o que vocês vêem na TV. Multimídia não é TV"
De Randy Covington, no Congresso Brasileiro de Jornais
29/11/2007 21:30
Como conviver com a publicidade
Nos últimos dias, o New York Times e a Tribune Company anunciaram que começarão a inserir novos tipos de anúncios em suas páginas. O Times afirma em press-release que marcas dágua do patrocinador começarão a ser impressas sobre a página que traz as cotações do mercado acionário no caderno de Negócios, acompanhadas por mensagens dos anunciantes no pé da página. O Chicago Tribune anunciou que fará o mesmo e passará a incorporar anúncios em degraus, em cascada e até estrelas espalhadas ao longo das páginas.
Jornalistas costumam não gostar desse tipo de anúncio, alegando que eles ajudam a borrar a linha que separa conteúdo editorial do publicitário. Sob o ponto de vista da publicidade há um sentido. Aumentar a atração do olhar para as mensagens publicitárias, que muitas vezes usam cores e formas mais atraentes do que os textos informativos. Na internet, esse recurso é cada vez mais usado, com o acréscimo de animação e às vezes até com interferência direta sobre os conteúdos que os leitores desejam ver. O iG, como outros veículos, tem usado essa publicidade, siga-se assim, mais interferente. O argumento de que esse tipo de anúncio confunde a necessária separação entre igreja (anunciantes) e Estado (mídia independente) não impressiona os leitores. Estes até já estão se adaptando aos anúncios que interferem. Pedem apenas meios para fechá-los (quando eles pulam na página ou se plantam na frente das notícias). E nem sempre os botões para fechar estão disponíveis ou são facilmente localizáveis. Logo veremos alguns desses depoimentos e a resposta do iG para as queixas dos leitores.
enviada por Mario Vitor Santos
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