"Interatividade e imagem são marcantes, mas não imitem na internet o que vocês vêem na TV. Multimídia não é TV"
De Randy Covington, no Congresso Brasileiro de Jornais

05/11/2007 19:59

Leitor cobra editoriais no iG

O leitor Norberto Zollner escreve para fazer uma cobrança muito pertinente:

Ele quer que o iG assuma posições em relação aos temas mais relevantes do noticiário e encaminha uma proposta muito específica: “Possuam coragem de publicá-las em EDITORIAL.” É assim, com letras maiúsculas que o leitor encaminha sua cobrança.

Zollner quer que o iG crie uma seção, como as dos jornais e muitas revistas de prestígio, em que o veículo assuma publicamente a sua posição diante dos fatos. A sugestão é muito interessante e parece inteiramente ausente da internet no Brasil e no mundo. É sinal de uma certa superficialidade dos veículos e do própria internet a idéia de que eles possam se ausentar institucionalmente do debate público. Como pretendem influir sobre as grandes questões se abrem mão de exercer seu papel de formação de opinião, função que sempre significou o exercício de uma responsabilidade no caso dos grandes jornais. Além disso, publicar editoriais é sinal de transparência. Quando um veículo assume e divulga suas posições a respeito de temas relevantes que fazem parte de sua pauta de assuntos, ele fornece aos leitores instrumentos para avaliar qual é a “personalidade” que governa aquele meio de comunicação. Publicar editoriais implica assumir posições sobre temas polêmicos. Está na hora de abandonar a omissão. A juventude da internet não é desculpa. Uma pretensa superficialidade, menos ainda. O iG e o jornalismo na internet querem ser mais importantes, ter mais gravidade institucional e influência, o que exige uma atitude institucional coerente com essas aspirações. Os leitores estão pedindo.

enviada por Mario Vitor Santos






Feed: Seja avisado quando este blog for atualizado :: (O que é isso?)