"Antes, pensava que nem valia a pena responder rumores absurdos. Hoje é preciso reagir contra todos os boatos"
Do estrategista republicano Todd Harris, no site BlueBus
26/11/2007 13:04
Perguntas para o iG e para o Conversa Afiada (8)
Nesta sexta-feira, foram enviadas as seguintes perguntas à chefia da Redação do iG e ao Conversa Afiada:
Em relação à operação Kaspar 2, realizada pela Polícia Federal em dia 7 de novembro passado, o iG publicou, no dia 8, que um dos acusados por evasão de divisas, o suíço Luc Mark Depensaz, teria afirmado, segundo a PF, o seguinte ao ser preso: "Eu não vou ficar preso. Quem tem dinheiro neste país não fica preso." O Conversa Afiada publicou no dia 7, com foto, acusando-o de fazer um desafio ao Supremo Tribunal Federal.
Em relação a isso, gostaria de saber:
1) O iG e o Conversa Afiada tentaram ouvir a Polícia Federal a respeito deste assunto? Quem do iG e do Conversa Afiada tentou ouvir quem? Quando? O que foi perguntado e publicado?
2) O iG e o Conversa Afiada tentaram ouvir o acusado Depensaz a respeito ou algum seu representante, advogado, amigo, parente ou policial?
3) O iG e o Conversa Afiada questionou a Agência Estado ou o jornal O Estado de S. Paulo, origens da informação que o iG publicou, sobre o assunto?
A resposta do iG (9)
O Ombudsman recebeu e agradece resposta que recebeu da jornalista Mariana Castro, editora-chefe do Último Segundo:
Durante a apuração dos fatos sobre a operação Kaspar 2, ouvimos a Polícia Federal, fomos à coletiva de imprensa na PF e publicamos a versão dos advogados dos envolvidos .
O jornal O Estado de S. Paulo publicou a frase do Depensaz no dia seguinte à prisão, sem revelar quem a teria ouvido.
O Último Segundo não destacou a declaração ela estava na nota da Agência Estado.
http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2007/11/08/executivos_de_bancos_ofereciam_esquema_a_empres225rios_do_pa237s_1074509.html
Não apuramos sobre a frase especificamente (nem com a PF, nem com o Depensaz, nem com a AE).
Isso é "outro lado"? (10)
Dentre as oito reportagens que o iG publicou sobre este assunto, a única versão dos advogados dos envolvidos (nas palavras da editora do Último Segundo) é este parágrafo curto, perdido no fim de um texto com título acusatório (Executivos de bancos ofereciam esquema a empresários do país, segundo investigação):
Protesto - Advogado de um dos acusados presos na operação, o criminalista Alberto Toron protestou ontem contra o fato de, 24 horas depois da operação, os advogados dos suspeitos ainda não haviam obtido acesso aos autos. "Isso é gravíssimo." O criminalista Antônio Claudio Mariz de Oliveira, que defende outro acusado, disse que aguardará o término da prisão temporária para decidir quais medidas pretende tomar.
E só. Quem no jornalismo brasileiro vai dar voz a um suíço que trabalha num banco cujos clientes têm posses e é vítima de uma campanha difamatória?
O comentário do Conversa Afiada (11)
Ao lado de uma foto de Depensaz algemado, sendo conduzido para a cadeia, o Conversa Afiada publicou o seguinte comentário no dia 7 de novembro:
Título: Suíço preso dirige-se ao Supremo.
Trecho do texto: Depensaz tem dinheiro suficiente para ir buscar sua liberdade até o Supremo. Devemos aguardar para ver se, de novo, o Supremo desfaz o trabalho da Polícia Federal.
A Resposta do Conversa Afiada (12)
Procurado, o jornalista Paulo Henrique Amorim enviou a seguinte mensagem, pela qual agradeço:
"Caro Mario Vitor,
O texto é auto-explicativo: no segundo parágrafo está lá a fonte: Estadão pág. B10."
Fala o Grupo Estado (13)
Procurado pelo ombudsman do iG, o grupo Estado, que edita o jornal O Estado de S. Paulo e é proprietário da Agência Estado de notícias, emitiu a seguinte posição:
"O Grupo Estado confirma as informações". A instituição prefere não fazer outras considerações a respeito do assunto.
enviada por Mario Vitor Santos
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