"As informações recentes dando conta do meu falecimento são altamente exageradas"
Steve Jobs, citando Mark Twain, após nota falsa de sua morte

13/12/2007 11:50

Questão de imagem

Falta mais critério para o iG na seleção de um item fundamental: a seleção de imagens para a capa. É comum a publicação de fotos sem qualidade, ou seja, imagens com baixa qualidade informativa, sem foco, de longa distância, confusas, com cores de mau gosto. Com a onda da internet do leitor, as imagens muitas vezes são caseiras, o pior é que o padrão caseiro vai se transmitindo às outras áreas do veículo.

Para agravar, imagens de baixa qualidade permanecem por muito tempo, às vezes mais de um dia, publicadas nas páginas principais do iG. Misturam-se com anúncios, estes também muitas vezes de mau gosto estético, gerando uma sensação desagradável de poluição e excesso.

Por serem focos de atração do olhar, fotos repercutem diretamente sobre a imagem de um veículo junto ao público. Capas bem equilibradas, com imagens escolhidas com critério, definem a identidade. São como os olhos da publicação. É para elas que o leitor estabelece um diálogo mudo com o veículo, como se perguntasse: "Quem você é?", "O que está querendo me dizer?" ou ainda mais profundamente "Você está sendo sincero?" A história dos meios de comunicação, de seu caráter e de sua personalidade, pode muito bem ser acompanhada apenas pela maneira como cada veículo trata as imagens, as fotos e, quando é o caso, as ilustrações.

Imagens ruins, ou seja, feias, mal-escolhidas, editadas sem critério informativo e estético, denunciam falta de cuidado na seleção jornalística e artística.

Além de jornalismo, a edição de uma página de internet envolve criação plástica. O patrimônio geral da arte, mas da história da fotografia, e do fotojornalismo em particular, deve ser levado em conta como critério de gosto. Os jornalistas, em nome de sua profissão e do seu compromisso com o leitor, têm a obrigação de observar o legado das gerações anteriores e zelar para não ceder a uma espécie de vale-tudo, em que impera a falta de critério.

No caso do iG, não parece que alguém esteja dando atenção suficiente às imagens publicadas. É o que se pode notar pela seleção de imagens ruins publicadas abaixo. Alguns dos personagens e situações poderiam render imagens muito belas, mas o que o iG publica é sofrível. Há no iG dezenas de profissionais envolvidos com texto. Concentrado em imagens não há nenhum. Isso é uma prática que não condiz com as possibilidades do veículo nem com os interesses dos leitores. Certamente, isso também deve envolver aspectos técnicos, como programas flexíveis para edição fotográfica, e equipamentos.

Na internet, há muitos veículos que demonstram ser conscientes da relevância das imagens. Neles, há uma evidente vigilância contra o caos visual. É preciso seguir o seu exemplo, o que talvez envolva a designação de um editor de fotografias (ou de imagens) para o iG. Um profissional exclusivamente encarregado de zelar para que o internauta receba o que há de melhor para sua informação, aumentando também seu prazer e fidelidade ao veículo.


A foto de Íris Stefanelli, em sua estréia no iG, deveria ser tudo, menos assim


Foto distante, sem foco, escura


Relevante, mas oderia ter mais qualidade


Escura, sem informação clara


Foto escura

enviada por Mario Vitor Santos






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