"As informações recentes dando conta do meu falecimento são altamente exageradas"
Steve Jobs, citando Mark Twain, após nota falsa de sua morte
22/01/2008 19:45
Tema quente, nova capa
Um dia depois de os mercados internacionais entrarem em queda livre, agora, quando a bolsa de São Paulo recupera um pouco do que perdeu ontem, o iG inaugura um novo desenho para a sua capa. O trabalho, liderado pelo diretor de arte Rodrigo David, é de primeira, harmonioso e equilibrado. Trata-se de um avanço para o jornalismo do portal. Quando a nova home fica no ar, sempre durante um tempo limitado para coberturas especiais, a capa tem nova aparência. Não há mais aquela rotação das fotos para entretenimento e publicidade. A imagem principal cresce e mantém-se mostrando o fato jornalístico principal: a prioridade nesse momento é ainda mais para a notícia. Passado o período mais crucial da cobertura do assunto de grande importância, a capa do iG volta a seu formato conhecido.
Acima de todas as conquistas, o melhor é a demonstração de empenho na renovação. Isso precisa ser repetido e diversificado. Mudar o design da capa deve ser tarefa de todos os dias. Num mundo ideal, cada notícia deveria ser editada de maneira particular. O formato da capa do iG deveria mudar todos os dias e em intervalos curtos, mostrando variações da importância relativa entre os assuntos. No mínimo, o iG deveria dispor de algumas opções de desenho da capa.
De acordo com editora-chefe do Último Segundo, Mariana Castro, o novo formato adotado hoje será usado sempre que aparecerem coberturas sobre um tema quente de grande importância, que imponha chamadas diversas sobre diferentes aspectos de uma notícia, combinando hard news, comentários, análises, fotos, vídeos, ilustrações, gráficos, reportagens oriundas de países ou fontes diversas, além de comparações e históricos. A caixa da nova capa traz dentro dela também duas fotos ligadas ao tema principal. A novidade também é positiva, mas as fotos são mínimas, pequenas demais, a ponto de serem quase ilegíveis. Apesar disso, com as mudanças de hoje, o iG consegue apresentar melhor para o público a quantidade (e em alguns casos, a qualidade também) de notícias que é capaz de colocar no ar sobre um certo assunto, unindo cobertura própria ao trabalho de parceiros e de terceiros.
Ao menos duas obrigações se abrem com essa mudança. Primeira: que ela seja usada com freqüência. Segunda: que o iG invista no trabalho de edição, para seleção das informações adequadas, de modo a valorizar o uso do novo espaço, que foi criado como um recurso nobre a ser acionado em ocasiões especiais. A mudança indica ainda uma consideração pelo jornalismo que deve ser desdobrada para outras situações de temperatura e impacto ainda maiores. Sempre que o iG investe em bom conteúdo e bom jornalismo, merece aplausos.
A home no formato novo
... e a versão "normal", que voltou algum tempo depois
enviada por Mario Vitor Santos
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