"Interatividade e imagem são marcantes, mas não imitem na internet o que vocês vêem na TV. Multimídia não é TV"
De Randy Covington, no Congresso Brasileiro de Jornais
28/02/2008 16:28
Faltam correções
A minha opinião a respeito é a seguinte: a coluna do ombudsman não é o local adequado para a publicação de correções. O ombudsman é profissional contratado para realizar crítica pública do veículo segundo os melhores critérios jornalísticos. Seu papel e seu espaço não são destinados à publicação improvisada de correções. Para elas deve haver uma área específica, corretamente identificada, onde o iG oficialmente reconheça seus erros com transparência diante do público e restabeleça a verdade com rapidez.
Para o material de cunho mais jornalístico, o Último Segundo dispõe desse espaço (clique aqui), embora talvez ele seja pouco usado (a última correção publicada ali é de 14 de fevereiro). Para o restante do conteúdo, jornalístico ou não, deveria haver um procedimento institucional claro em que os erros fossem oficialmente reconhecidos pelo iG (o ombudsman não é representante oficial do portal) e, na medida do possível, reparados. Que o conteúdo do iG ainda não tenha uma área de veiculação de correções, onde erros como esse sejam reconhecidos, é evidência da debilidade do portal nessa área. O iG precisa ter uma atitude consistente em relação à ética e à qualidade, em obediência a uma mentalidade que procure evitar os erros. Quando estes acontecem, o correto é reconhecê-los e procurar restaurar a verdade perante os leitores. Não deve depender apenas dos estímulos do ombudsman, nem improvisar o blog do ombudsman para esse fim.
enviada por Mario Vitor Santos
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