"As informações recentes dando conta do meu falecimento são altamente exageradas"
Steve Jobs, citando Mark Twain, após nota falsa de sua morte

26/02/2008 12:48

Internet e velocidade

Internet é conexão rápida e acesso fácil aos conteúdos. É a meta de todos. Entregar muito conteúdo com muita velocidade. O maior fenômeno da Internet, o Google, tem duas características básicas: rapidez e eficiência.

Esse também deve ser o objetivo do iG.

O site http://www.websiteoptimization.com mede o tempo necessário para o computador mostrar o conteúdo de cada site.

Segundo este “velocímetro” da Internet, o Google gasta pouco mais de 2 segundos para que aparecer no computador, mesmo numa conexão de velocidade considerada baixa, de 56 Kbps. No tempo que se gasta para dizer “paralelepípedo”, a página está inteira na tela. Numa medição, feita hoje às 12h, o iG gastou 4,42 segundos para que o computador fizesse o download de suas imagens e recursos.

A página do Google é simples, sem arquivos e imagens pesadas. Sua aparência chega a ter um tom de improvisação. O design, objetivo e "limpo", cheio de espaços em branco, vai totalmente contra a corrente dominante na rede, cheia de cores, signos e ferramentas.

O sucesso do Google é, portanto, o sucesso da rapidez eficiente, que recusa o redundante e sacrifica o belo e redundante. É como um jato de linhas simples, sem enfeites que atrapalhem a aerodinâmica.

O iG mais veloz

Este ombudsman dedicou-se nos últimos dias a tentar medir a velocidade de conexão do iG. A idéia era checar se continuavam ocorrendo os problemas de lentidão havidos no meio do ano passado.

Segundo uma medição feita pelo próprio iG, de maneira diferente da usada pelo site citado acima, o tempo de exibição completa da capa do iG, que vinha na casa dos 50 segundos ao longo de 2007, caiu para a casa dos 40 segundos em dezembro passado.

A medição é feita apenas com a conexão discada, pois, de acordo com os técnicos do iG, em banda larga, a conexão mais rápida, há muitos caminhos diferentes pelos quais o sinal percorre a rede, o que faz o tempo variar muito de uma medição para outra, segundo o iG. Esse fato limita a relevância da medição, mas está longe de ser desprezível.

Marcos Aurélio Lorena, diretor de Tecnologia da Informação do iG, comemora a melhoria dos tempos do iG como resultado de trabalho para dar ao público a melhor experiência de navegação: “Fizemos grandes investimentos na compra de equipamentos e na otimização de nossa infra-estrutura, além de aplicar a melhores práticas de engenharia de software com o objetivo de reduzir o peso de nossas páginas. Estes fatores conjugados são os responsáveis pela melhoria de performance atual.”

Segundo Lorena, há novas iniciativas sendo planejadas e os compromissos são ambiciosos: “Vamos continuar trabalhando, incansavelmente, para oferecer ao nosso internauta as páginas mais rápidas da Internet brasileira."

Não é um compromisso qualquer. Em termos de rapidez e confiabilidade dos serviços, a imagem do iG junto a clientes e internautas não é das melhores.

Envolvido na melhoria dos sistemas do iG, Anderson Jerônimo da Silva, da Gerência de Infraestrutura, declara que a meta é estabilizar o tempo de carregamento na casa dos 40 segundos (sempre em conexão de 56 Kbps de velocidade, ou seja, a velocidade de uma conexão discada, como se diz) e logo levar o tempo médio para os 30 segundos.

A partir de mês que vem, o iG promete também implantar uma estrutura de cache, pelo qual as páginas mais visitadas por um internauta são armazenadas - o que economiza operações e aumenta a rapidez em futuras visistas aos mesmos locais. Até agora, o iG não dispõe dessa ferramenta, comum em outros grandes portais. Isso, segundo Silva, deve aumentar também a velocidade.

Os dados obtidos pela área de Tecnologia do iG são obtidos com base na média de duas medições diárias, feitas às 8h e 20h. Podem não refletir toda a situação e certamente haverá quem discorde. Quem desejar contestá-los ou comentar, apresentando outros testemunhos, será bem-vindo. De qualquer forma, se o iG de fato vencer a lentidão dará um grande passo para aumentar a qualidade para os internautas. O número de reclamações ao ombudsman nessa área caiu de uma média de seis em julho para apenas uma nesses quase dois meses de 2008.

Este ombudsman dedica-se muito à crítica do conteúdo do iG. Sem acesso rápido, porém, não há como aproveitar a qualidade do jornalismo ou do entretenimento.

enviada por Mario Vitor Santos






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