"Interatividade e imagem são marcantes, mas não imitem na internet o que vocês vêem na TV. Multimídia não é TV"
De Randy Covington, no Congresso Brasileiro de Jornais

24/03/2008 12:44

Difícil é corrigir-1: Não houve indulto

Depois de publicar apenas uma correção durante todo o mês de fevereiro, e após uma cobrança pública deste ombudsman, o iG divulgou até agora no mês de março cinco correções de erros que cometeu.

É um índice sofrível, que mostra a lentidão do portal na adoção efetiva de uma atitude de transparência.

Aguardam exame e correção do iG erros apontados pelos leitores desde novembro de 2007. Há, porém, sinais positivos, embora tênues.
Na quarta-feira passada, o iG chegou a publicar duas correções (clique aqui) num mesmo dia.

As únicas vezes em que publicou duas correções no mesmo dia foram em 14 de janeiro e em 28 de setembro. Ou seja, na prática, o iG ainda não tem uma política e uma rotina de reconhecimento de erros, embora no papel ela esteja prevista no Manual de Redação do Último Segundo (clique aqui).

Apesar de tudo, o iG e seus parceiros continuam cometendo erros de informação, muitas delas percebidas por leitores que, generosa ou indignadamente colaboram para a melhoria da qualidade dos serviços.
É o caso, por exemplo, do leitor Murilo de Paula Souza, que estava atento na quinta-feira da Semana Santa. Diz ele:

"Hoje saiu no iG matéria da Agência Estado (clique aqui) sobre indulto de páscoa."

"Confundiram indulto com saída temporária."

"Indulto é redução ou perdão da pena e se dá por decreto presidencial. Tanto indulto quanto saída temporária estão contemplados na lei 7210, de 1984, do Figueiredo, que trata de execuções penais."

"A saída temporária é autorizada pelo juiz de execução penal, ou no caso de falecimento de ascendentes ou descendentes, por exemplo, pelo próprio diretor do presídio. Neste último caso, sob escolta policial, o que não é necessário na saída temporária de Páscoa."

"Não sou formado em direito, tampouco tenho grande conhecimento de leis. Todavia, procuro interpretar o que leio e quando necessário, valho-me do auxílio luxuoso da internet para pesquisar."
"Creio que os jovens jornalistas de hoje também poderiam valer-se mais da internet, evitando equívocos como o da matéria. Afinal, informação tem que ser no mínimo correta."

O leitor, como se vê, chama a atenção para uma informação errada que leu no iG e que deve ter sido lida por várias pessoas. Percebeu o erro e ajuda ao apontar o erro. O iG deveria agradecer imediatamente. A melhor forma de agradecimento seria a retificação, pois o intuito deste portal, como de qualquer veículo jornalístico, é divulgar a informação certa. Infelizmente, a atenção dada às queixas, a lentidão das correções e a baixa freqüência com que são publicadas, indicam que a política de qualidade do iG tem que melhorar muito.

Só com cobrança constante, externa e interna, o padrão vai melhorar. O primeiro passo é tomar conhecimento dos erros, e corrigi-los rapidamente. Com insistência e cobrança, o cuidado com a qualidade e a checagem das informações tende a melhorar. Não há outra saída.

Este caso apontado por Murilo de Paula Souza será encaminhado ao iG e à Redação do Último Segundo. Vai juntar-se aos que aguardam a correção transparente, fazendo enfim jus à credibilidade do leitor.

enviada por Mario Vitor Santos






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