"As informações recentes dando conta do meu falecimento são altamente exageradas"
Steve Jobs, citando Mark Twain, após nota falsa de sua morte
27/03/2008 20:14
Jornalismo de serviço: uma boa iniciativa
A primeira página de hoje trazia a novidade no iG: uma reportagem de serviço, um teste de produto analisando um modelo de televisão digital de bolso (clique aqui).
A iniciativa merece elogios. Pela natureza da internet, seu público tende a ser atraído pelos temas tecnológicos.
O estilo do texto também é adequado. Há erros de português ("juz" com z, por exemplo) e um excesso de verbos na primeira pessoa do plural. Apesar disso, a redação é clara, simples e objetiva. A leitura flui bem.
A reportagem cumpre a função de dar as informações básicas sobre o aparelho. Testes de produtos e serviços do ponto de vista do consumidor são uma grande satisfação para os leitores. Às vezes, informam em primeira mão sobre a presença de um novo produto no mercado e já realizam o teste. É o caso dessa TV de 8x10x1cm.
Toda a edição da reportagem (excluída a foto que deveria ser de melhor qualidade, mais informativa, com mais cores e mostrar melhor o painel do produto) transpira, porém, um fascínio exagerado pela novidade. Poderia ser diferente numa cobertura jornalística de temas tecnológicos? Sim, poderia. Espera-se que haja outras reportagens nessa linha e que elas, além de descrever o assunto com competência, apontem com mais agudeza as limitações do produto.
Além disso, um certo grau de subjetivismo é inevitável nessas avaliações. Seria bom que se adotasse uma espécie de quadro em que os diversos aspectos, como, por exemplo, preço, beleza, e desempenho sejam organizados. Uma ficha crítica em que prós e contras do aparelho ficassem evidentes ao leitor em poucos instantes.
Reportagem sobre a Pocket TV
enviada por Mario Vitor Santos
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