"Interatividade e imagem são marcantes, mas não imitem na internet o que vocês vêem na TV. Multimídia não é TV"
De Randy Covington, no Congresso Brasileiro de Jornais

03/04/2008 18:38

Cobertura madrasta

Todos os veículos de comunicação do país jogam o equilíbrio no lixo ao chamar Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, casada com o pai de Isabella Nardoni, de “madrasta”. A palavra está longe de ser “neutra” e “objetiva”. “Madrasta” tem segundos e terceiros significados muito claros para todos. O termo remete aos personagens mais cruéis dos contos de fada. Está associado à bruxaria medieval e à falsidade. Anna Carolina não é mais apenas mulher, acusada, ou suspeita. É, principalmente, onipresentemente, a “madrasta” das manchetes. Em sua carta divulgada hoje, Anna Carolina logo menciona a carga presente na maneira como tem sido tratada. É madrasta até quando “alega” inocência. A escolha das palavras já é um prejulgamento. Se Anna Carolina for inocente, então, todos testemunham agora o seu linchamento, o que remete também a práticas de justiçamento existentes na Idade Média. Policiais de São Paulo vezes são acusados de praticar justiçamentos. A imprensa deveria evitar ser conivente com essas ilegalidades. Confira abaixo o que todos já sabem desde pequenos: o significado de “madrasta” nos dicionários. Veja se Anna Carolina já não foi sentenciada pelos meios de comunicação, inclusive este iG:




Significado do termo "madrasta" nos principais dicionários de português



E a manchete do iG na tarde desta quinta-feira

enviada por Mario Vitor Santos






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