"Antes, pensava que nem valia a pena responder rumores absurdos. Hoje é preciso reagir contra todos os boatos"
Do estrategista republicano Todd Harris, no site BlueBus
31/05/2008 18:56
Estocolmo ONO-2008: ética e poder na web 2.0
Veja algumas questões que ocuparam a reunião da ONO (Organization of News Ombudsmen), encerrada neste sábado:
1) Que tipo de regras devem ser seguidas no tratamento do conteúdo gerado pelos usuários?
Resposta: alguns dos participantes defendem que devem ser aplicados os mesmos princípios exigidos dos jornalistas. Mas a Redação deve ter no mínimo um número de telefone do autor e seu nome para contato e verificação. Os princípios podem ser flexibilizados em função das circunstâncias, mas não há concordância quanto ao grau. Fornecida por um leitor, a informação sobre engarrafamento de trânsito é diferente da reportagem a respeito de, por exemplo, uma pesquisa na área farmacêutica, que implica verificação mais especializada. De qualquer forma, cresce entre os jornalistas que editam websites a opinião de que as regras a serem impostas devem ser debatidas com os próprios usuários.
2) A ética jornalística deveria ser aplicada aos leitores fornecedores de conteúdo? Como?
A tendência é achar que sim, inclusive porque os veículos são legalmente responsáveis por conteúdo gerado pelos usuários, em especial se não fizeram esforço de verificação.
Outras questões, para pensar:
3) como podem os ombudsmans ajudar jornalistas e leitores na negociação sobre o que é relevante num espaço midiático compartilhado?
4) Os mesmos princípios devem ser aplicados para diferentes plataformas?
5) A definição do jornalismo está mudando com a web e suas implicações, de um "produto" feito uma vez para um "processo"contínuo. Ele está ficando mais radiofônico. Como ficam as correções e as diversas mudanças que são feitas durante esse processo? Todas as versões devem ser preservadas? Como o leitor deve ser informado sobre as mudanças ocorridas?
6) A relevância da mídia tradicional está mudando? Como ser relevante no futuro? As funções dos ombudsmans podem ser substituídas por grupos de vigilância da qualidade oriundos da multidão?
7) A mídia deve tratar correções de uma maneira diversa do que antes da web 2.0?
8) Que opção teria a mídia apoiada em anúncios senão adaptar suas operações às estratégias de targeting dos anunciantes?
9) Que exigências devem fazer os ombudsmans para obrigar a mídia virtual a revelar as informações que reúne sobre hábitos e preferências de seus clientes?
enviada por Mario Vitor Santos
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